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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

" Eu Mesma "

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  Enquanto em seu olhar risonho Um vulto de sonho eu puder encontrar Meu olhar tristonho, que nada renega E espera da vida o que ela pode doar Soará o seu grito, sem dor e sem medo Mais forte e mais cedo a cada amanhecer.   Até que seu beijo esteja enfim dissipado...   Enquanto em seu andar fugaz  Um pouco de paz eu puder perceber Meu querer audaz, que com nada se espanta E arranca da vida o que ela tem que prover Sem perder o controle, te devorará Mas fará com a calma de um ruminante .   Até seu sabor ser enfim esgotado...          Ailton Torres Câmara - Agosto de 2007

Os meus versos

.......... Normalmente não posto textos integralmente alheios, mas permitam-me abrir uma honrosa excessão... Rasga esses versos que eu te fiz, Amor! Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento, Que a cinza os cubra, que os arraste o vento, Que a tempestade os leve aonde for! Rasga-os na mente, se os souberes de cor, Que volte ao nada o nada de um momento! Julguei-me grande pelo sentimento, E pelo orgulho ainda sou maior!... Tanto verso já disse o que eu sonhei! Tantos penaram já o que eu penei! Asas que passam, todo o mundo as sente... Rasgas os meus versos...  Pobre endoidecida! Como se um grande amor cá nesta vida Não fosse o mesmo amor de toda a gente!... Florbela Espanca

Olhos que me queimam

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  Resgataste meu peito dissonante, Ensinando-o a suspirar uma vez mais, Nesta noite, em meio a um mar tão arrogante, A tua bela luz-farol guiou-me à paz. Trouxeste um sorriso à minha boca, Hoje, quando ela estava descontente, Infeliz, triste talvez, quem sabe louca? Nasceste outra vez em minha mente. Hoje não consegui ver nada mais, Além de teu semblante cativante, Me levando, trôpego e ébrio, ao teu cais. Esse humor, que te define, te faz moça. Liberou todo o amargo, então presente. Obrigado! Pelo ar que escapa à minha boca.        Ailton Torres Câmara - Novembro de 2008

Seresta de Alentejo

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(Homenagem à música: "Fado Tropical", de Chico Buarque) O musal tropical fado Tem uma benção em seu brado , Costuma me embriagar. Nos seus versos tão tristonhos , Banho-me a o sol, largo-me ao sonho , Costumo devanear Seu ritmo toca minh'alma. Com a força e com a calma De um Vinicius de Morais. Como pode uma canção, Que não chora o amor vão , Provocar-me tanta paz? A beleza do lirismo Arrebata-me a um abismo , Onde o chão encontra o céu. Na tempestade emotiva, A minh’alma comovida Destroça meu peito ao léu . O musal tropical fado É maldito por um lado, Costuma me emocionar Nos seus versos, vez risonhos , Largo-me ao mar, e aqui componho O meu próprio soluçar. Ailton Torres Câmara - 17 de novembro de 2008 Proposto por [e dedicado à] minha amiga Marinha Alves

Dona do meu ser.

.......... Normalmente não gosto de explicar poesia, mas, devido a alguns questionamentos, resolvi fazer um comentário. Percebi que a explicação nesse caso engrandeceria em vez de vulgarizar o poema. .......... Este texto foi escrito sob encomenda de uma grande amiga, que solicitou um "hino" para ajudá-la a passar por uma fase difícil, pra ser mais preciso, uma complicação com um relacionamento de mais de 5 anos. Pediu um poema que "levantasse" sua auto-estima, mas que não fosse apelativo nem religioso. Um hino é para ser cantado, por isso resolvi escrevê-lo em primeira pessoa e, como era para uma amiga, com o "Eu lírico" feminino. A princípio escrevi um canto direcionado a uma terceira pessoa, segunda do ponto de vista da "personagem", por isso era cheio de "tu", "te" e "ti". Percebi que não seria de grande valia o "diálogo" e removi essa "pessoa" do texto, restando uma conversa com seu íntimo,...

Em Brancas Nuvens...

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Alvíssima semente de orvalho, Escrevo-te estes versos maltrapilhos, Sonhando que, ao ver-te traduzí-los, Teu peito seja enfim acelerado. Rogo-te, meu ser luminescente, Encolhido em minha rota substância: Livra-me, de uma vez, de tua ausência; Atende a esta súplica reticente; Guarda, em teu coração, meus sentimentos. Une-te aos meus nobres pensamentos. Reserva-me o sabor de tua essência. Guia-me! Seja a luz em minha jornada. Encante-me a cada lance desta escada. Leve-me ao amor! e deixe-me ao nada! Ailton Torres Câmara - 4 de setembro de 2008

Indiscreto Sorriso Amarelo

Descrever-te? É tão íntimo e tão doce Mas não sei se consigo... Posso destacar as qualidades? Omitir os defeitos? Descrever os efeitos Que causas em mim? Posso! Quem sabe? Eleger os momentos... Envolver sentimentos... Posso até me calar. Posso, talvez, num instante de medo, Esquecer teu Segredo Espetar teu olhar... Quem sabe onde a vida nos leva? O que nos reserva? A quem perguntar? Não, minha doce pequena... Não vou fazer nada Não te quero calada! Nem quero soluçar. Quero um momento presente Um instante insistente Que não teima e não passa Quero descobrir o que eu sei Ao notar que você Também sabe de mim. Vai saber o que sei No momento que houver A sintonia perfeita A corrente estreita Do pra sempre e do nada. Ailton Torres Câmara – 22 de Setembro de 2007 Para minha Amiga Dalía Baíssa