Sobre a redução da maioridade penal. A verdade as vezes é indigesta. Mentiras normalmente são mais cômodas, pois a verdade tem que ser explicada, em vez de alimentada com mais e mais mentiras. Seria isso um contra senso? Pois é, é muito mais fácil você ficar escravizado por uma mentira, e passar o resto da vida alimentando-a, que simplesmente explicá-la. Talvez seja porque, para explicarmos, tenhamos que descer do nosso pedestal do orgulho e do status . Uma mentira fica só entre nós e nossos botões e no máximo entre amigos (cúmplices). Pois uma dessas mentiras está sendo realimentada agora diante de todos. Há uma campanha generalizada tentando mostrar que grande parte do problema da violência viria do envolvimento de menores de idade nos crimes, logo a redução da idade limite de condenação penal faria parte da solução. Se analisarmos calmamente os fatos, sem o frisson causado pela mídia, veremos que a participação de menores em crimes não é causa, e sim conseqüência da ...
.......... Normalmente não gosto de explicar poesia, mas, devido a alguns questionamentos, resolvi fazer um comentário. Percebi que a explicação nesse caso engrandeceria em vez de vulgarizar o poema. .......... Este texto foi escrito sob encomenda de uma grande amiga, que solicitou um "hino" para ajudá-la a passar por uma fase difícil, pra ser mais preciso, uma complicação com um relacionamento de mais de 5 anos. Pediu um poema que "levantasse" sua auto-estima, mas que não fosse apelativo nem religioso. Um hino é para ser cantado, por isso resolvi escrevê-lo em primeira pessoa e, como era para uma amiga, com o "Eu lírico" feminino. A princípio escrevi um canto direcionado a uma terceira pessoa, segunda do ponto de vista da "personagem", por isso era cheio de "tu", "te" e "ti". Percebi que não seria de grande valia o "diálogo" e removi essa "pessoa" do texto, restando uma conversa com seu íntimo,...
Alvíssima semente de orvalho, Escrevo-te estes versos maltrapilhos, Sonhando que, ao ver-te traduzí-los, Teu peito seja enfim acelerado. Rogo-te, meu ser luminescente, Encolhido em minha rota substância: Livra-me, de uma vez, de tua ausência; Atende a esta súplica reticente; Guarda, em teu coração, meus sentimentos. Une-te aos meus nobres pensamentos. Reserva-me o sabor de tua essência. Guia-me! Seja a luz em minha jornada. Encante-me a cada lance desta escada. Leve-me ao amor! e deixe-me ao nada! Ailton Torres Câmara - 4 de setembro de 2008
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