Descrever-te? É tão íntimo e tão doce Mas não sei se consigo... Posso destacar as qualidades? Omitir os defeitos? Descrever os efeitos Que causas em mim? Posso! Quem sabe? Eleger os momentos... Envolver sentimentos... Posso até me calar. Posso, talvez, num instante de medo, Esquecer teu Segredo Espetar teu olhar... Quem sabe onde a vida nos leva? O que nos reserva? A quem perguntar? Não, minha doce pequena... Não vou fazer nada Não te quero calada! Nem quero soluçar. Quero um momento presente Um instante insistente Que não teima e não passa Quero descobrir o que eu sei Ao notar que você Também sabe de mim. Vai saber o que sei No momento que houver A sintonia perfeita A corrente estreita Do pra sempre e do nada. Ailton Torres Câmara – 22 de Setembro de 2007 Para minha Amiga Dalía Baíssa
Sobre a redução da maioridade penal. A verdade as vezes é indigesta. Mentiras normalmente são mais cômodas, pois a verdade tem que ser explicada, em vez de alimentada com mais e mais mentiras. Seria isso um contra senso? Pois é, é muito mais fácil você ficar escravizado por uma mentira, e passar o resto da vida alimentando-a, que simplesmente explicá-la. Talvez seja porque, para explicarmos, tenhamos que descer do nosso pedestal do orgulho e do status . Uma mentira fica só entre nós e nossos botões e no máximo entre amigos (cúmplices). Pois uma dessas mentiras está sendo realimentada agora diante de todos. Há uma campanha generalizada tentando mostrar que grande parte do problema da violência viria do envolvimento de menores de idade nos crimes, logo a redução da idade limite de condenação penal faria parte da solução. Se analisarmos calmamente os fatos, sem o frisson causado pela mídia, veremos que a participação de menores em crimes não é causa, e sim conseqüência da ...
Peço licença ao doutor Se nenhum incômodo for Pra contar, nem bem nem mal, Um caso que se passou De tristeza e de amor Na UERN de Natal É o caso do sapo boi Que acreditando foi Que podia conquistar A mexerica rosada Que vai viver agoniada Até a estória acabar O Sapo era um bicho escroto Nem muito velho nem moço Num era bonito nem feio Era uma troço meio tosco Dando uma aparência um pouco Com um Cururu tei tei O bicho era muito brabo Destes cabra avalentado Por qualquer coisa faz um mal Reclamou de umas crianças Que por ali, num festança Comemoravam o natal Já a Mexerica Bela Traz todo homem a janela Na rua que ela passar Tem os olhos que nem biloca E um andar que nem fofoca É capaz de derrubar Tem um corpo em formosura Na cabeça sem frescura Tem ideias de esbanjar Boto fé que não falseia Só sendo fia de abelha Pra tudo nela adoçar Quando o sapo rei olhou Os olhos da linda flor Mostrou-se lo...
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