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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A peleja do Sapo Boi com a Mexerica Rosada ¹


Peço licença ao doutor
Se nenhum incômodo for
Pra contar, nem bem nem mal,
Um caso que se passou
De tristeza e de amor
Na UERN de Natal
É o caso do sapo boi
Que acreditando foi
Que podia conquistar
A mexerica rosada
Que vai viver agoniada
Até a estória acabar
Nem muito velho nem moço
Num era bonito nem feio
Era uma troço meio tosco
Dando uma aparência um pouco
Com um Cururu tei tei
O bicho era muito brabo
Destes cabra avalentado
Por qualquer coisa faz um mal
Reclamou de umas crianças
Que por ali, num festança
Comemoravam o natal
Traz todo homem a janela
Na rua que ela passar
Tem os olhos que nem biloca
E um andar que nem fofoca
É capaz de derrubar
Tem um corpo em formosura
Na cabeça sem frescura
Tem ideias de esbanjar
Boto fé que não falseia
Só sendo fia de abelha
Pra tudo nela adoçar
Os olhos da linda flor
Mostrou-se logo um maioral
Disse que era valente
Cabra rico e influente
Tinha até mesmo um jornal
A mexerica coitada
Quase num entedia nada
Só fazia gargalhar
Mas quanto mais ela sorria
Mas o carcará sentia
Vontade de pelejar
E a coitada só sofria
Nas garra do petulante
Rogava pra todo santo
até se mudou de canto
Pra fugir do pelejante
O cabelo ela pintou
No rosto se maquiou
Usou lente de contato
Mas de nada adiantou
Pois tinha sempre um delator
Pra avisar ao carrapato
Que só podia ter na goela
Chá de água de chocalho
O Pimentão Arroxeado
que tinha cara de malvado
de jogador de baralho
Até esse que vos fala
Não contive a minha fala
E a entreguei também
Mas prometi que na vida
Se tiver outra saída
Jamais entregar ninguém
Até que surgiu nos planos
Da Oliva Faladeira
De aproveitar o clima
Das festanças natalina
Pra marcar uma brincadeira
E no dia combinado
Não sei por quem convidado
Chega lá o Tal anfíbio
E a azeitona louca
E olhe que já tinha pouco
Perde o resto do juízo
Por ser ruim ou por ser lesa
Que a maldade cometeu
Anotou nome e telefone
Entregou nas mãos do homem
E o desgraçado agradeceu
Daquela hora em diante
A peleja foi constante
Num parou um só momento
Esse fato transformou
A vida da linda flor
Num verdadeiro tormento
Parecia que era uma luta
Um caso de vida ou morte
A Mexerica tremia
Soluçava que doía
De vê-la naquela sorte
Mas a cena mais marcante
Eu diria até chocante
Prum homem naquela idade
Foi no dia do presente
Que ele sorteou com a gente
Qual um gesto de bondade
Mas sei que só ia parar
Quando fosse sorteada
O alvo de sua cobiça
Nossa doce mexerica
E ela foi premiada
Ele chamou a flor mais bela
Como quem coça a goela
A esperar a sobremesa
Já vei com os beiço estirado
Com os dois braço alevantado
Como quem beija uma princesa
Como quem foge da berlinda
Ou de um monte de bosta
Fez cara de nojo e medo
Pegou com as pontas dos dedos
Virou e saiu de costas
Mas igualzinho a um carrapato
O calazar pegou no braço
Da coitada que fugia
E quanto mais ele puxava
Mas ela se estrebuchava
Torcia e se contorcia
Ou para abreviar a pena
Aliviar seu sofrimento
Ela amoleceu o corpo
E ofereceu seu rosto
Pra aceitar o cumprimento
Mas num tem um só cristão
Que nessa situação
De vergonha num pereça
Eu mesmo fiquei vermelho
Ainda procurando um meio
De enterrar a cabeça
E a desgraça pelejando
Chega já perdi as contas
Das vezes que o tal sapão
Tentou encosta a mão
E recebeu uma afronta
Mas tem gente que num enxerga
Que quando uma mulher nega
Assim tão determinada
Você pode ter dinheiro
Roupa, carro estrangeiro
Que num vai servir pra nada
Mas já já estou voltando
Para com vocês falar
Da estória do Sapo Boi
Que da mexerica foi
A pedra no calcanhar.
1. Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência

quinta-feira, 30 de setembro de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Bacalhau de Segunda
Adaptação de "As Baleias - Roberto Carlos"
Versão: Ailton Torres
(Alguns trechos nem foi preciso alterar…)
Não é possível que você suporte a barra
De ver seu time ir pra segunda divisão
E, no estádio, se debater em sofrimento
E não sentir-se um perdedor neste momento.
Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o gramado devastado
De um campo que tu já chamaste cadeirão.
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelo bacalhau que já cruzou o oceano
(pra ser vice)
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas esportivos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar ao maracanã e a fúria louca
De uma flâmula exposta aos ventos
Nos seus áureos momentos
Relembrando um troféu entregue em outras mãos
(A glória de ser vice.)
Como é possível que você tenha coragem
De ainda torcer, ainda sonhar ser campeão,
De acreditar em um timeco sem futuro
De perder a chance de uma vez, descer do muro.
Mudar seu rumo e transformar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor.
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Virar Nação, torcer pra um time vencedor.
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelo bacalhau que já cruzou o oceano,
(foi pra tóquio)
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas esportivos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar ao Estádio Nacional e a fúria louca
De um Galvão todo ansioso:
“Olha o Raúl, ele é perigoso…”
Assistindo ao Real, do mundo, campeão…
Não é possível que você suporte a barra…
sábado, 10 de abril de 2010
Mágoas de um Sonhador Verdejante
..........Não! Caros amigos, não estou com minhas faculdades mentais em eclipse. O título é uma brincadeira com um fato recente na vida deste estagiário da literatura que vos escreve. Há cerca de um mês, um colega deixou um comentário, que culminava com um pedido, no meu blogue "Um Sonhador de Pé no Chão". Óbvio que não vou transcrever o curioso documento, nem citar nominalmente o autor de tal prosopopéia [Sentido figurado, por favor]. Sim, o texto era empolado, perfumado e rebuscado. No entanto, chego a crer que o empolamento era devido a uma provável alergia ao perfume barato utilizado, que talvez tenha sido re-buscado no Paraguai. Era uma construção absolutamente descompromissada com a semântica, tal qual uma releitura de "escravos de jó" para um público intelectualóide. ..........Para minha comoção, lembrei que textos assim não são uma exceção à
..........Bom, aí veio o pedido. Foi a entrada providencial de "Juninho play", bem na hora em que a donzela iria ser atacada pelo "Edu Papão" [Analogia paupérrima]. Ele pedia que escrevesse um texto para entregar a uma "boy" que despertara seu interesse, mas que não correspondera ao afeto por ele demonstrado por "diversas outras tantas vezes". [ainda me perguntei se isso era proposital...] Por quê o pedido foi a salvação da lavoura? Simplesmente porque eu perguntei-o se era para deixar o seu pedido exposto, correndo o risco de um dia ela ler e pensar mal sobre ele [Em verdade, descobrir sua incapacidade literária, de forma abrupta]. Estava feito o desdobro, mais ainda restava a dúvida: Escrever ou não escrever? Eis a questão! Escrevi-lo. Fi-lo usando algo próximo, mas com sentido, ao estilo [ou a falta dele] do requerente. Ei-lo:
..........Querida e admirada Consuelo¹,
..........Escrevo-te estas tão bem aventuradas linhas, constantes nesta missiva, que entrego-te junto com meu músculo cárdio, para que possas abstrair dela um elixir da felicidade, capaz de curar essa pungência em meu ser, quase etéreo de saudade, cuja alma clama por ti, qual náufrago ao socorro.
..........Tua beleza insuplantável, estonteantemente abnegada e superlativa, causa-me incomparável e quase insuportável fulgor.
..........Tenho, minha ofuscante e bela amada, convicção plenamente consciente da tua quase tangível tendência à falta de interesse por esse sonhador que te dirige tão singelo e resignado apelo. Porém, exuberante orquídea, meu peito lacerado, no recôndito mais profundo, inquietantemente vislumbra um lampejo de esperança.
..........Aspiro, linda obra de Deus Pai, que teu nobre coração, sempre pronto a caridade, se compadeça da ardência em meu peito e permita que meu desejo sopre a brasa adormecida, sob as cinzas do passado, que um dia fez-te amar-me. Abra as portas da tua alma para que eu possa te trazer a mais perfeita alegria que o amor pode proporcionar.
..........Espero resposta,
..........Do sempre seu, incansável e incorrigível,
..........Pepeu.
¹ Os nomes contantes na carta são, obviamente, fictícios.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009
" Eu Mesma "
E espera da vida o que ela pode doar
Soará o seu grito, sem dor e sem medo
Mais forte e mais cedo a cada amanhecer.
Um pouco de paz eu puder perceber
Meu querer audaz, que com nada se espanta
E arranca da vida o que ela tem que prover
Sem perder o controle, te devorará
Mas fará com a calma de um ruminante .

quarta-feira, 22 de abril de 2009
O Espontâneo Morreu de Novo.
..........
Certa feita, em uma apresentação musical mais ou menos, após uma música bem mais ou menos, executada de forma mais ou menos ainda, recebi um severo beliscão da garota que estava ao meu lado, pois eu era o único no ambiente que não estava a aplaudir o famoso grupo mais ou menos. Pensem, caros leitores, que estive às raias de esbofeteá-la. Sou obrigado a aplaudir o que não gosto? Qualquer artistazinho mais ou menos que fizer uma
apresentaçãozinha mais ou menos vai se sentir uma estrela. Isto tudo me fez refletir sobre a função do aplauso, dos assovios, das vaias, e até daqueles isqueirozinhos mais ou menos que estão acendendo agora até em shows do Calypso. Atualmente os isqueiros estão sendo substituídos por celulares com uma imagem de uma vela em chamas, como essa ao lado. Os dedos agradecem…
.......... Perdemos a espontaneidade. Viramos Marias vão com as outras. A regra passou a ser o aplauso. Termina uma falação em uma palestra em que dormistes o tempo todo, acordas com os aplausos e começas a aplaudir, por quê? Passamos a fazer quase tudo por obrigação, uma "coação social irresistível". Torço para que um dia possamos recuperar a autenticidade das nossas ações. Quero meu direito de vaiar ou aplaudir apenas quando achar que o devo fazer.
.......... Abaixo segue minha opinião formada sobre o aplauso(Não coloquei arremessos de tomates ou limões nem histeria generalizada, porque, para mim, foge à racionalidade):
| Grau | Atitude | Descrição |
| 1 | Vaia | Detestou? achou uma merda? Vaias para quê te quero? Mostre que você, seu tempo e seu dinheiro, merecem respeito. |
| 2 | Inércia | Não gostou? fique parado, o artista vai perceber que não agradou muito, não vai se iludir e com certeza tentará fazer melhor na próxima vez. |
| 3 | Aplauso comedido (0 a 10s) | Achou mais ou menos? dê um incentivo. Não custa nada e faz um bem danado. Mas nada de frenesi, palmas espaçadas, por favor. |
| 4 | Aplauso (acima de 10s) | Gostou? Aplauda com vontade. Uma massagem no ego faz bem e quem sabe emocionar merece. |
| 5 | Aplauso de pé | "Bombou"? Vai ficar na memória por no mínimo uma semana? Você vai sair indicando para Deus e o mundo? Massagem tailandesa, drenagem linfática e os cambau a quatro no Ego deles. |
| 6 | Ovação | Agora, caso você tenha acabado de assistir a um dos espetáculos mais encantadores, fantásticos e que jamais sairá da sua cabeça? Pulmões a postos, palmas, assovios e gritos são muito bem vindos. |
E tenho dito…

segunda-feira, 13 de abril de 2009
O Nada Que o Tudo Traz
.......... Era [mais] uma vez um homem que queria parar, descansar… E era uma [outra] vez um povo que não queria que ele parasse. E agora? o que vale mais? A busca da felicidade ou o desejo incontrolável que o povo tem de meter o bedelho na vida dos outros?
..........O “Imperador” renunciou ao cargo e declarou: Vou-me Embora pra Pasárgada, pois lá eu sou amigo da galera. Até aí tudo bem, nada que mereça um post, nem sequer comentários fora do mundo esportivo. Mas ao ler algumas entrevistas de senhores donos da verdade absoluta e suprema, revoltei-me e resolvi escrever a respeito. Um técnico/psicólogo/filósofo/sociólogo, cujo nome até interessa mas não vou dizer, dizia: “Adriano precisa se tratar urgente”. Além disso eu li coisas como: “Ele tem que casar…”; “A única coisa que ele sabe fazer é jogar futebol” entre outras. Mas a minha preferida é “Adriano se sente fracassado com o sucesso”. Daria um ótimo refrão para uma música do Humberto Gessinger. É… o preço que se paga, às vezes, é alto demais… Mas e se eu quiser pagá-lo?
.......... É exatamente aí onde reside o cerne da questão. Se você é um menino pobre e sente-se frustado por não ter dinheiro, as pessoas dizem: “Dinheiro não é
tudo, o mais importante é ter caráter e ser feliz”. Daí você, de repente, fica rico e quer seguir o conselho, eles dizem: “Você está louco?”. Vai entender as pessoas, né? Mas não é difícil de entender não, a regra é simples e clara: Pobre que quer dinheiro é ganancioso e corre sério risco de se corromper, então devemos limitar suas ilusões para evitar o pior. Já rico que não quer dinheiro é depressivo e corre sério risco de se suicidar, portanto devemos limitar suas ilusões para evitar o pior.
.......... Engraçada essa vida, né? Quando falamos em abstrato, recomendamos uma busca quase desenfreada por amor e felicidade, mas quando nos deparamos com alguém que aplica isso no fato concreto, o chamamos de louco e desequilibrado. Vai entender as pessoas…

terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Os meus versos
Rasga esses versos que eu te fiz, Amor!
Deita-os ao nada, ao pó, ao esquecimento,
Que a cinza os cubra, que os arraste o vento,
Que a tempestade os leve aonde for!
Rasga-os na mente, se os souberes de cor,
Que volte ao nada o nada de um momento!
Julguei-me grande pelo sentimento,
E pelo orgulho ainda sou maior!...
Tanto verso já disse o que eu sonhei!
Tantos penaram já o que eu penei!
Asas que passam, todo o mundo as sente...
Rasgas os meus versos... Pobre endoidecida!
Como se um grande amor cá nesta vida
Não fosse o mesmo amor de toda a gente!...
Florbela Espanca
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Desculpa de amarelo é comer barro!

Enquanto isso em um call center em são januário...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Olhos que me queimam
Ensinando-o a suspirar uma vez mais,
Nesta noite, em meio a um mar tão arrogante,
A tua bela luz-farol guiou-me à paz.
Trouxeste um sorriso à minha boca,
Hoje, quando ela estava descontente,
Infeliz, triste talvez, quem sabe louca?
Nasceste outra vez em minha mente.
Hoje não consegui ver nada mais,
Além de teu semblante cativante,
Me levando, trôpego e ébrio, ao teu cais.
Esse humor, que te define, te faz moça.
Liberou todo o amargo, então presente.
Obrigado! Pelo ar que escapa à minha boca.

Seresta de Alentejo

O musal tropical fado
Tem uma benção em seu brado,
Costuma me embriagar.
Nos seus versos tão tristonhos,
Banho-me ao sol, largo-me ao sonho,
Costumo devanear
Seu ritmo toca minh'alma.
Com a força e com a calma
De um Vinicius de Morais.
Como pode uma canção,
Que não chora o amor vão,
Provocar-me tanta paz?

A beleza do lirismo
Arrebata-me a um abismo,
Onde o chão encontra o céu.
Na tempestade emotiva,
A minh’alma comovida
Destroça meu peito ao léu.
O musal tropical fado
É maldito por um lado,
Costuma me emocionar
Nos seus versos, vez risonhos,
Largo-me ao mar, e aqui componho
O meu próprio soluçar.
Proposto por [e dedicado à] minha amiga Marinha Alves
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Dona do meu ser.
..........Este texto foi escrito sob encomenda de uma grande amiga, que solicitou um "hino" para ajudá-la a passar por uma fase difícil, pra ser mais preciso, uma complicação com um relacionamento de mais de 5 anos. Pediu um poema que "levantasse" sua auto-estima, mas que não fosse apelativo nem religioso. Um hino é para ser cantado, por isso resolvi escrevê-lo em primeira pessoa e, como era para uma amiga, com o "Eu lírico" feminino. A princípio escrevi um canto direcionado a uma terceira pessoa, segunda do ponto de vista da "personagem", por isso era cheio de "tu", "te" e "ti". Percebi que não seria de grande valia o "diálogo" e removi essa "pessoa" do texto, restando uma conversa com seu íntimo, ou um grito aos ventos, sem direção nem sentido. Fiz isso porque acho que o primeiro passo para resolver qualquer crise existencial ou essencial é uma auto avaliação. O segundo é o auto convencimento. O primeiro passo precisaria de informações que eu não dispunha, por isso fui para o segundo passo. Esse "grito" é de convencimento e de libertação. A felicidade é coisa muito importante para ser terceirizada, é trabalho individual. Corre-se um risco muito grande quando se entrega essa responsabilidade a outra pessoa. Qualquer outra explicação a mais seria desnecessária ao entendimento e ao sentimento do poema. Ei-lo.
Dona do meu ser
Não quero ser mais uma nessa vida.
Não quero aquela vida mais em mim.
Não quero ser uma voz na despedida.
Perdida, sem perdão ou algo assim.
O meu mundo não precisa mais do gosto
De um corpo que não saiba o que é amar.
Só preciso da minha luz para o meu rosto.
E essa força já me basta pra sonhar.
Não sou mais uma linda flor desguarnecida.
Não me rendo a qualquer lâmina voraz.
Não sou mais dor, nem, do amor, sou mais ferida.
Não sou muleta, não sou má, mas sou capaz.
Agora o vento não me traz mais sofrimento.
Agora o tempo não faz falta para mim.
Agora posso, e sou, feliz neste momento.
E para sempre, sempre sempre, sempre enfim.
O meu corpo só precisa do meu sangue.
Outros prantos não terminam mais em mim.
A tristeza não sacia mais minha fome.
Não verão meu soluçar, nem o meu fim.
Não haverá dentro de mim qualquer espaço,
Para fracos, para frascos, falso amor.
Removerei qualquer sorriso de fracassos,
Pois não quero mais passear com minha dor.
Ailton Torres Câmara – Setembro de 2005
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
"If you don't have the balls to brake late, that's your problem."
.........
.Lewis Hamilton disse que Kimi Raikkonen não tem colhões para disputar uma curva. Bom, isso é juízo de valor dele e não podemos julgar também. Mas podemos sim discutir como se dá a transmissão da informação em veículos de comunicação mundo afora. Alguns veículos de imprensa (Tá! entenda como mais um ataque a moda global de fazer as coisas...) traduzem as informações para o público "leigo", filtram e tratam os "fatos", como se fóssemos todos crianças. Essa super proteção leva a um emburrecimento geral. Isso poderia ser uma coisa besta, caso fosse uma ação isolada. Se eles filtram uma coisa boba dessa, o que não fazem com uma informação importante, que possa causar algum transtorno a eles próprios ou a aliados?..........Sabemos que a maior parte do povo é ignorante... Mastigar informações é um modo de mudar isso? Continuo dizendo que esse puritanismo exarcebado atrofia o cérebro de qualquer um. "Colhões" já é um eufemismo. Hamilton falou "Bolas", como foi escrito no inglês balls e pelotas em espanhol. No brasil a maioria dos jornais usaram Colhões pra ficar menos vulgar. Mas dois veículos "censuraram" o termo. É como assistir a um filme dublado e ouvir dane-se como tradução de fuck you ou droga em lugar de shit. Não existe palavra feia, existe maneira de falar ofensiva, vulgar ou pejorativa. (Eu ia colocar essa observação em "p.s.", mas sei que alguns não chegariam lá...: ESTOU USANDO UM CASO PRA ILUSTRAR UM MODUS OPERANDI E NÃO ME REVOLTANDO CONTRA UM CASO ISOLADO).
..........Segue as reproduções das expressões usadas nos veiculos da imprensa esportiva:
BBC(Reino Unido): Como está no título, sem corte!:
"We had the same amount of grip," said Hamilton. "That's the way he drives.
"If you don't have the balls to brake late, that's your problem.
Yahoo!(Brasil): "Se ele não tem colhões para frear tarde é um problema
dele", afirmou, irritado com a situação e com as críticas de outros
pilotos.
Marca(Espanha): "Es su manera de conducir, la forma en la que pilota. Si tú no tienes pelotas para frenar más tarde, ese es tu problema", comentó Hamilton en rueda de prensa.
Olé(Argentina): "Es su manera de conducir, la forma en la que pilota. Si tú no tienes pelotas para frenar más tarde, ese es tu problema", dijo en conferencia de prensa.
Gazeta Esportiva(Brasil): “Bom, a única coisa que tenho a dizer é que o lance mostrou o estilo de direção do Raikkonen”, comentou Lewis. “Acontece que, se você não for homem o suficiente para fazer a freada mais forte, é problema seu.
Globo Esporte(Brasil): Esse é o jeito que ele dirige. Se ele não tem coragem para ser o último a frear, então é um problema dele. Nessas situações, vence quem consegue levar o carro ao seu limite.
AS(Espanha): "Bueno, así es su pilotaje, eso es todo. Así es como pilota. Si no tiene pelotas para frenar tarde, ése es su problema. En este tipo de situaciones es el piloto el que siente mejor el agarre y pone el coche más en el filo."
ESPN(Brasil): "Se ele não tem colhões para frear tarde é um problema dele", afirmou,
irritado com a situação e com as críticas de outros pilotos.
Lancenet(Brasil): - Eu não o ultrapassei porque meu carro tinha mais aderência naquele
momento, mas pela maneira que ele pilota. Se Kimi não tem culhão para
frear mais tarde, o problema é dele. No final das contas, em situações
como esta é o piloto que pode sentir melhor a aderência da pista e
levar o carro ao limite. Foi o que eu fiz – cutucou Hamilton.
..........Sem mais comentários...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Em Brancas Nuvens...

Alvíssima semente de orvalho,
Escrevo-te estes versos maltrapilhos,
Sonhando que, ao ver-te traduzí-los,
Teu peito seja enfim acelerado.
Rogo-te, meu ser luminescente,
Encolhido em minha rota substância:
Livra-me, de uma vez, de tua ausência;
Atende a esta súplica reticente;
Guarda, em teu coração, meus sentimentos.
Une-te aos meus nobres pensamentos.
Reserva-me o sabor de tua essência.
Guia-me! Seja a luz em minha jornada.
Encante-me a cada lance desta escada.
Leve-me ao amor! e deixe-me ao nada!
Ailton Torres Câmara - 4 de setembro de 2008






